O ceratocone é uma doença que atinge os olhos, afinando e alterando a curvatura da córnea. Na condição, a córnea se projeta para frente, assumindo formato semelhante ao de cone.
As lentes de contato para ceratocone são uma alternativa para corrigir a visão prejudicada pela irregularidade da córnea.
Diferente das lentes de contato normalmente prescritas para erros refrativos (como miopia e astigmatismo), essas contam com características específicas para córneas irregulares.
Neste artigo, conheça os principais tipos de lentes para ceratocone e entenda seus benefícios para a visão e o conforto de quem tem a doença.
Quais os tipos de lentes para ceratocone?
As lentes para ceratocone costumam ser indicadas por se adaptarem à córnea irregular e permitirem que o paciente enxergue melhor.
O ceratocone altera a curvatura da córnea, causando erros de refração. Ou seja, o paciente pode desenvolver astigmatismo ou miopia, por exemplo.
Assim, as lentes ajudam a compensar a irregularidade da córnea, melhorando a qualidade da visão.
Em casos iniciais da doença, o oftalmologista pode prescrever o uso de lentes de contato gelatinosas, ou até óculos de grau. No entanto, com a progressão da doença e o aumento da irregularidade da córnea, pode ser necessário migrar para lentes com desenhos mais específicos.
A partir disso, as opções mais frequentes são as lentes rígidas e as esclerais. Conheça.
Lentes rígidas
As lentes rígidas gás permeáveis (RGP) não são maleáveis e se apoiam diretamente na córnea. São pequenas e podem ser personalizadas de acordo com a curvatura da córnea do paciente.
São divididas em três tipos diferentes.
- RGP esférica: essa é uma opção para os casos iniciais do ceratocone. A estrutura da lente possui uma curvatura interna uniforme, sem variações centrais ou laterais. A indicação depende da avaliação e da adaptação individual.
- RGP asférica: neste caso, a curvatura central da lente é um pouco maior, mas sem diferenças entre as dimensões laterais. A opção é mais indicada para graus mais elevados do ceratocone.
- RGP dupla face: as lentes rígidas dupla face possuem curvaturas bem acentuadas entre as dimensões centrais e laterais. A sua parte central é adaptada à região central da córnea, enquanto a lateral abrange as demais regiões. A adaptação deve ser feita por especialista para minimizar toque apical e evitar complicações.
Lentes esclerais
Diferente das lentes rígidas, as lentes esclerais são maiores e se apoiam na própria esclera (parte branca do olho), e não apenas na córnea. Elas formam um reservatório de lágrima entre a lente e a córnea, o que aumenta o conforto.
Elas se dividem em três tipos, conforme o tamanho e o ponto de apoio no olho:
- Semiescleral (ou corneoescleral): a menor, com diâmetro entre 12,5 mm e 15 mm. Se apoia no limbo (encontro da córnea com a esclera) e pode ser indicada para irregularidades mais leves;
- Miniescleral: tamanho intermediário, entre 15 mm e 18 mm. Se apoia na esclera logo após o limbo e costuma ser indicada para casos moderados;
- Escleral total: a maior, com diâmetro acima de 18 mm. Se apoia mais afastada do limbo, criando maior espaço entre a lente e a córnea. Geralmente indicada para casos mais graves ou complexos.
Antes de aplicá-la nos olhos do paciente, o oftalmologista avalia as condições oculares e qual é o grau de avanço do ceratocone. Após alguns exames, as lentes esclerais são feitas de acordo com as necessidades do seu portador.
Por que usar lentes para ceratocone?
A colocação das lentes pode permitir uma grande melhora no cotidiano de quem tem ceratocone. Além disso, é importante saber que sem o tratamento correto e o acompanhamento de um profissional, a doença pode prejudicar ainda mais a visão do paciente.
As lentes costumam ser consideradas quando os óculos não entregam a qualidade visual esperada ou quando o paciente tem dificuldade de adaptação a outros recursos. Em alguns casos, quando o uso das lentes tem bons resultados, pode ser possível adiar a necessidade de um transplante de córnea.
Isso porque o ceratocone é progressivo. Com o tempo, ele pode agravar erros de refração como astigmatismo e miopia. Assim, quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores as chances de monitorar a progressão e indicar o tratamento adequado a tempo.
O ceratocone também possui outros tratamentos, como a cirurgia de crosslinking, o implante do anel de Ferrara e o transplante de córnea. Cada opção tem indicações específicas, definidas pelo oftalmologista conforme o estágio e a progressão da doença.
Apenas um oftalmologista especialista pode recomendar com precisão o tratamento mais adequado para cada caso.
Quanto custam as lentes para ceratocone?
Os preços das lentes esclerais ou rígidas para tratar o ceratocone são diferentes para cada paciente. O médico oftalmologista é quem faz a avaliação inicial e solicita os exames necessários para identificar o grau de avanço da doença.
Com as informações em mãos, ele indicará a lente mais adequada.
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Importante!
Esse texto busca sensibilizar os pacientes a buscarem tratamento oftalmológico. Só o médico oftalmologista é capaz de diagnosticar e indicar os tratamentos e/ou cirurgias mais indicadas.
Texto revisado pela Dra. Bárbara Nazareth Parize Clemente, CRM SP: 169506, Título Especialista (RQE): 74181. Médica oftalmologista graduada pela Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde / PUC-SP, residência médica no Hospital de Olhos Aparecida, subespecialização pelo Instituto da Visão IPEPO.
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