Lentes para ceratocone: quais os tipos

Lentes para ceratocone: quais os tipos

Lentes para ceratocone ajudam a melhorar a visão quando óculos já não são suficientes. Saiba quais são os tipos e como funcionam.
Lentes para ceratocone: quais os tipos
Publicado em 5 de março de 2026

Índice

O ceratocone é uma doença que atinge os olhos, afinando e alterando a curvatura da córnea. Na condição, a córnea se projeta para frente, assumindo formato semelhante ao de cone.

As lentes de contato para ceratocone são uma alternativa para corrigir a visão prejudicada pela irregularidade da córnea.

Diferente das lentes de contato normalmente prescritas para erros refrativos (como miopia e astigmatismo), essas contam com características específicas para córneas irregulares.

Neste artigo, conheça os principais tipos de lentes para ceratocone e entenda seus benefícios para a visão e o conforto de quem tem a doença.

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Quais os tipos de lentes para ceratocone?

As lentes para ceratocone costumam ser indicadas por se adaptarem à córnea irregular e permitirem que o paciente enxergue melhor.

O ceratocone altera a curvatura da córnea, causando erros de refração. Ou seja, o paciente pode desenvolver astigmatismo ou miopia, por exemplo.

Assim, as lentes ajudam a compensar a irregularidade da córnea, melhorando a qualidade da visão.

Em casos iniciais da doença, o oftalmologista pode prescrever o uso de lentes de contato gelatinosas, ou até óculos de grau. No entanto, com a progressão da doença e o aumento da irregularidade da córnea, pode ser necessário migrar para lentes com desenhos mais específicos.

A partir disso, as opções mais frequentes são as lentes rígidas e as esclerais. Conheça.

Lentes rígidas

As lentes rígidas gás permeáveis (RGP) não são maleáveis e se apoiam diretamente na córnea. São pequenas e podem ser personalizadas de acordo com a curvatura da córnea do paciente.

São divididas em três tipos diferentes.

  • RGP esférica: essa é uma opção para os casos iniciais do ceratocone. A estrutura da lente possui uma curvatura interna uniforme, sem variações centrais ou laterais. A indicação depende da avaliação e da adaptação individual.
  • RGP asférica: neste caso, a curvatura central da lente é um pouco maior, mas sem diferenças entre as dimensões laterais. A opção é mais indicada para graus mais elevados do ceratocone.
  • RGP dupla face: as lentes rígidas dupla face possuem curvaturas bem acentuadas entre as dimensões centrais e laterais. A sua parte central é adaptada à região central da córnea, enquanto a lateral abrange as demais regiões. A adaptação deve ser feita por especialista para minimizar toque apical e evitar complicações.

Lentes esclerais

Diferente das lentes rígidas, as lentes esclerais são maiores e se apoiam na própria esclera (parte branca do olho), e não apenas na córnea. Elas formam um reservatório de lágrima entre a lente e a córnea, o que aumenta o conforto.

Elas se dividem em três tipos, conforme o tamanho e o ponto de apoio no olho:

  • Semiescleral (ou corneoescleral): a menor, com diâmetro entre 12,5 mm e 15 mm. Se apoia no limbo (encontro da córnea com a esclera) e pode ser indicada para irregularidades mais leves;
  • Miniescleral: tamanho intermediário, entre 15 mm e 18 mm. Se apoia na esclera logo após o limbo e costuma ser indicada para casos moderados;
  • Escleral total: a maior, com diâmetro acima de 18 mm. Se apoia mais afastada do limbo, criando maior espaço entre a lente e a córnea. Geralmente indicada para casos mais graves ou complexos.

Antes de aplicá-la nos olhos do paciente, o oftalmologista avalia as condições oculares e qual é o grau de avanço do ceratocone. Após alguns exames, as lentes esclerais são feitas de acordo com as necessidades do seu portador.

Por que usar lentes para ceratocone?

A colocação das lentes pode permitir uma grande melhora no cotidiano de quem tem ceratocone. Além disso, é importante saber que sem o tratamento correto e o acompanhamento de um profissional, a doença pode prejudicar ainda mais a visão do paciente.

As lentes costumam ser consideradas quando os óculos não entregam a qualidade visual esperada ou quando o paciente tem dificuldade de adaptação a outros recursos. Em alguns casos, quando o uso das lentes tem bons resultados, pode ser possível adiar a necessidade de um transplante de córnea.

Isso porque o ceratocone é progressivo. Com o tempo, ele pode agravar erros de refração como astigmatismo e miopia. Assim, quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores as chances de monitorar a progressão e indicar o tratamento adequado a tempo.

O ceratocone também possui outros tratamentos, como a cirurgia de crosslinking, o implante do anel de Ferrara e o transplante de córnea. Cada opção tem indicações específicas, definidas pelo oftalmologista conforme o estágio e a progressão da doença.

Apenas um oftalmologista especialista pode recomendar com precisão o tratamento mais adequado para cada caso.

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Quanto custam as lentes para ceratocone?

Os preços das lentes esclerais ou rígidas para tratar o ceratocone são diferentes para cada paciente. O médico oftalmologista é quem faz a avaliação inicial e solicita os exames necessários para identificar o grau de avanço da doença.

Com as informações em mãos, ele indicará a lente mais adequada.

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Importante!

Esse texto busca sensibilizar os pacientes a buscarem tratamento oftalmológico. Só o médico oftalmologista é capaz de diagnosticar e indicar os tratamentos e/ou cirurgias mais indicadas.
Texto revisado pela Dra. Bárbara Nazareth Parize Clemente, CRM SP: 169506, Título Especialista (RQE): 74181. Médica oftalmologista graduada pela Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde / PUC-SP, residência médica no Hospital de Olhos Aparecida, subespecialização pelo Instituto da Visão IPEPO.
Caso seja necessária alguma retificação desse conteúdo, por favor, entre em contato conosco pelo nosso SAC.

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Mariana Ferrão

Jornalista especialista em saúde e bem-estar, Embaixadora Central da Visão