Lente escleral: o que é, preço e como colocar

Lente escleral: o que é, preço e como colocar

A lente escleral pode ajudar na reabilitação visual do ceratocone. Entenda como ela funciona no olho, como colocar e os fatores que influenciam o preço final.
Lente escleral: o que é, preço e como colocar
Publicado em 4 de março de 2026

Índice

A lente escleral é um tipo de lente de contato utilizada especialmente por pacientes que têm ceratocone. A doença consiste na deformação da córnea (camada fina e transparente que fica na parte da frente do olho), causando visão borrada e outros incômodos.

Ao usar esse tipo de lente, o paciente tem mais conforto e passa a enxergar com mais nitidez. Além disso, ele também pode ter outras vantagens, como maior proteção do olho.

Nesta matéria, saiba mais sobre as lentes esclerais, entenda como colocá-las corretamente nos olhos e veja quais fatores influenciam o preço final. Boa leitura!

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O que é uma lente escleral?

A lente escleral é uma lente de contato de tamanho maior do que as lentes gelatinosas, por exemplo, ou do que as lentes rígidas, que também podem ser usadas por quem tem ceratocone.

Assim como diz o nome, ela se apoia na esclera, isto é, na parte branca do olho. Outros tipos de lentes se apoiam diretamente na córnea, que é a parte transparente na frente do olho.

Este tipo de lente é muito utilizado pelos portadores de ceratocone, sobretudo os que estão em estágios avançados da doença. Isso porque a córnea, com o passar do tempo, fica mais fina e mais irregular.

No caso, uma lente rígida, que se apoia apenas sobre a córnea, causaria mais incômodo, já que estaria em contato direto com a superfície.

A lente escleral, pelo contrário, se apoia na esclera e não tem contato direto com a córnea. Em vez disso, ela é preenchida por soro fisiológico, colocado no momento da aplicação da lente no olho. Isso garante muito mais conforto ao paciente.

lente escleral detalhada

Além disso, a lente também não corre o risco de cair do olho, o que permite que o paciente faça mais atividades com ela, inclusive a prática de esportes.

Outra característica é a sua respirabilidade. Diferente das primeiras lentes, feitas com outros materiais, as lentes atuais são permeáveis ao oxigênio, o que permite que o paciente fique com elas nos olhos por até 12 horas contínuas.

Quais os tipos de lente escleral?

A lente escleral tem três tipos, que variam de acordo com o tamanho e local de apoio no olho.

A lente semiescleral (ou corneoescleral) é a menor entre elas e se apoia no encontro da córnea com a esclera – o chamado “limbo”. Seu tamanho varia entre 12,5 mm e 15 mm de diâmetro. Pacientes que têm indicação para essa lente costumam apresentar irregularidade mais leve na córnea.

A lente com tamanho intermediário é a miniescleral, que é apoiada na esclera logo depois do limbo, mas ainda próxima à íris. Mede entre 15 mm e 18 mm e pode ser indicada em casos moderados de ceratocone.

O terceiro tipo de lente escleral é a grande, também chamada de total. Ela é a maior entre as demais, com diâmetro superior a 18 mm. A lente se apoia ainda mais para trás na esclera, criando um espaço maior entre a parte de dentro da lente e a córnea. Costuma ser indicada para casos mais graves ou complexos da doença.

Como a lente escleral melhora a visão no ceratocone?

As lentes esclerais são indicadas principalmente em casos de ceratocone avançado, quando a córnea já está deformada de modo considerável.

O papel da lente é oferecer a reabilitação visual com mais conforto ao paciente.

Na prática, ela costuma ser considerada quando os óculos não entregam a qualidade visual esperada ou quando o paciente tem dificuldade de adaptação a outros tipos de lentes.

Como cada olho tem características próprias, o tipo de lente mais adequado e a indicação devem ser definidos após avaliação com o oftalmologista.

Em alguns casos, quando o uso das lentes tem bons resultados, pode ser possível adiar a necessidade de um transplante de córnea. Ainda assim, é fundamental manter o acompanhamento com o oftalmologista: dependendo da evolução do ceratocone, podem ser indicadas outras abordagens para estabilizar a córnea, incluindo opções cirúrgicas.

Outras indicações

Embora o ceratocone seja a principal causa da indicação de lentes esclerais, ele não é a única.

Existem diversas condições oculares em que esse tipo de lente pode ser recomendado. Alguns exemplos são:

  • Doenças que causam o afinamento e projeção da córnea (ectasias corneanas), como degeneração marginal pelúcida e ceratoglobo;
  • Cirurgia refrativa e trauma perfurante;
  • Afacia (ausência do cristalino, lente natural dos olhos);
  • Erros refrativos muito altos (grau muito alto);
  • Doenças cicatriciais da córnea e conjuntiva;
  • Entrópio cicatricial (quando a margem das pálpebras se inverte para dentro dos olhos);
  • Ceratite pós-herpética;
  • Olho seco severo;
  • Ceroplastias penetrantes.

Qual o preço da lente escleral?

O preço da lente escleral depende de uma série de fatores.

Esse tipo de lente é totalmente personalizada. No caso, ela não varia apenas de acordo com o grau de cada paciente, mas também com a curvatura da córnea.

Outros fatores que também podem influenciar o valor cobrado são a marca das lentes, o material, o tamanho, o lugar onde as lentes serão confeccionadas e adaptadas.

Além disso, o paciente também deve considerar os custos envolvidos com as consultas para avaliação e indicação das lentes esclerais, assim como os exames necessários. Um dos principais exames solicitados para definir o tipo de lente mais adequado é a topografia de córnea.

Há, ainda, os produtos utilizados na limpeza e manutenção das lentes. Os produtos são indicados pelo próprio oftalmologista, e é importante que o paciente siga todas as instruções do médico.

Como colocar as lentes esclerais?

Ao ter indicação para usar lentes esclerais, alguns pacientes podem ter dúvidas sobre como colocá-las e tirá-las.

Basicamente, para fazer a aplicação, antes o paciente deve enxaguar a lente com a solução indicada pelo oftalmologista, removendo qualquer possível sujeira.

Em seguida, deve-se preencher a lente com soro fisiológico e, assim, aplicá-la no olho.

Para tirá-la, pode-se abrir bem o olho e fazer uma leve pressão nas extremidades da lente, de modo a fazer com que ela saia do olho. Outra forma de retirar a lente é com a ajuda de uma ventosa específica para isso.

A ventosa também pode, inclusive, ser utilizada na colocação da lente escleral.

Abaixo, confira um passo a passo mais detalhado.

1. Antes de tudo, prepare o local onde você vai colocar suas lentes. Uma forma de deixar a aplicação mais fácil é fazer isso sobre uma mesa, com a ajuda de um espelho. Você também pode forrar o espaço com uma toalha ou algo semelhante, já que é possível molhar a superfície. Além da toalha e do espelho, pegue também a solução indicada pelo oftalmologista e o soro fisiológico.

2. Higienize muito bem as suas mãos. É essencial lavá-las com água e sabão, enxugá-las e secá-las muito bem.

3. Pegue a primeira lente que será aplicada e, com ela em uma mão, faça o enxague com a solução indicada pelo oftalmologista – que pode, inclusive, ser o próprio soro fisiológico. Siga sempre as orientações do seu médico.

4. Com a lente já enxaguada, preencha o interior dela com soro fisiológico e, em seguida, coloque-a no olho. Nesse passo, você pode apoiar a lente em três dedos (indicador, dedo médio e polegar) ou em dois dedos (indicador e dedo médio), ou usar a ventosa. Se a lente ficar desconfortável ou se a visão ficar embaçada, pode ser necessário retirá-la e colocá-la novamente, já que há a chance de ter criado bolha.

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Como saber se preciso usar esse tipo de lente?

O uso de lentes esclerais é indicado por médicos oftalmologistas após a análise de cada caso. Para alguns pacientes portadores de ceratocone, a recomendação pode ser de lentes rígidas. Já para outros, a lente escleral pode ser a melhor opção.

Por isso, para saber qual o melhor tratamento de acordo com a sua situação, é importante consultar um oftalmologista especialista, que poderá avaliar o seu olho e indicará a opção mais adequada.

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Esse texto busca sensibilizar os pacientes a buscarem tratamento oftalmológico. Só o médico oftalmologista é capaz de diagnosticar e indicar os tratamentos e/ou cirurgias mais indicadas.
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Mariana Ferrão

Jornalista especialista em saúde e bem-estar, Embaixadora Central da Visão