A cirurgia de descolamento de retina é necessária quando a retina, membrana do fundo do olho, se descola da sua posição natural dentro do olho. Essa situação normalmente é uma emergência oftalmológica, exigindo atenção o quanto antes.
Hoje, existem diferentes procedimentos cirúrgicos que tratam o descolamento de retina, indicados conforme o caso de cada paciente.
A seguir, entenda como funciona a cirurgia de descolamento de retina e saiba como é o pós-operatório e o período de recuperação.
Como é a cirurgia de descolamento de retina?
Existem diferentes tipos de cirurgia de descolamento de retina, e cada um deles é indicado de acordo com a gravidade do problema.
Além disso, o procedimento cirúrgico normalmente só é necessário quando a retina realmente se descolou e existe líquido embaixo dela. Situações em que a retina apresenta um rasgo, mas ainda não se descolou, podem ser tratadas com outros procedimentos não necessariamente cirúrgicos, como laser ou criopexia.
Quando a cirurgia é realmente necessária, ou seja, quando há descolamento de retina, em cerca de 90% dos casos um único procedimento pode ser suficiente para reverter a condição. No entanto, pode haver exceções.
Quando ocorre o descolamento de retina, a cirurgia é o único tratamento realmente eficaz. Por isso, é fundamental que o paciente, ao notar qualquer sintoma anormal, como flashes ou manchas na visão, consulte um oftalmologista para ter o diagnóstico e a indicação do tratamento adequado.
Existem três principais técnicas de cirurgia de descolamento de retina. Entenda cada uma delas.
Retinopexia com introflexão escleral
A retinopexia com introflexão escleral consiste na aplicação de uma faixa ou esponja de silicone ao redor do olho, sobre a esclera (parte branca do olho). O objetivo é empurrar a parede externa contra a retina descolada, de modo a facilitar o apoio e reposicionamento da membrana.
Neste procedimento, o cirurgião também pode fazer a criopexia, outro procedimento que causa o congelamento e uma consequente cicatrização do rasgo na retina.
Retinopexia pneumática
A retinopexia pneumática é um procedimento minimamente invasivo, em que o cirurgião injeta uma bolha de gás na cavidade do olho ocupada pelo gel vítreo. A função do gás injetado é bloquear o rasgo formado na retina para evitar a passagem de líquido. Assim, sem a pressão exercida pelo vítreo, a retina volta ao seu lugar.
Vitrectomia
A vitrectomia é o terceiro tipo de cirurgia que pode tratar o descolamento de retina, e que também pode ser indicado para outras situações. Trata-se de um procedimento complexo e normalmente indicado em casos mais avançados.
Nela, o cirurgião faz microincisões no olho do paciente e substitui o vítreo por outra substância, como óleo de silicone, gás ou ar, posicionando a retina novamente no lugar adequado.
Recuperação e pós-operatório
O pós-operatório da cirurgia de descolamento de retina depende diretamente da técnica utilizada no tratamento cirúrgico. Diferente de outras cirurgias oftalmológicas, esta exige mais paciência na recuperação, sobretudo quanto ao repouso.
Quando realizada a retinopexia com introflexão escleral, o paciente pode sentir seu olho inchado nos primeiros dias, vermelho e dolorido. É necessário ficar em repouso e evitar esforços e movimentos bruscos com a cabeça, para não comprometer a cicatrização da retina.
Já o paciente que passou pela retinopexia pneumática pode se queixar de visão muito embaçada após o procedimento.
Ele deve ter muita atenção com a posição da cabeça. De acordo com o lado em que a bolha de gás foi colocada, o cirurgião vai orientar em que posição a cabeça deve ficar – olhando para o chão ou para cima, e deitando de um lado ou do outro. Isso é fundamental para que a bolha fique no lugar correto e mantenha a pressão sobre o rasgo na retina.
Outro cuidado muito importante é não realizar viagens de avião ou atividades que envolvam alteração de altitude. Isso é essencial para que a bolha de gás injetada não se expanda, ou para que a pressão intraocular não se eleve.
Da mesma forma, a recuperação da vitrectomia também inclui o cuidado com a posição da cabeça e a restrição de viagens de avião, já que o procedimento também envolve a injeção de uma substância no olho. Apesar disso, quando utilizado óleo de silicone, a restrição normalmente não acontece.
Além de orientar a posição correta, o cirurgião também pode prescrever colírios antibióticos e anti-inflamatórios, que devem ser usados corretamente.
O paciente tem grande responsabilidade no resultado da cirurgia, por isso, é muito importante seguir à risca todas as recomendações médicas no pré e pós-operatório.
Alguns cuidados gerais que devem ser tomados independentemente da cirurgia realizada incluem proteção do olho operado, higiene adequada das mãos (especialmente na aplicação dos colírios) e atenção aos sintomas. Em caso de dor e vermelhidão permanente, ou perda súbita da visão, deve-se consultar um oftalmologista imediatamente.
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Importante!
Esse texto busca sensibilizar os pacientes a buscarem tratamento oftalmológico. Só o médico oftalmologista é capaz de diagnosticar e indicar os tratamentos e/ou cirurgias mais indicadas.
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