Tudo o que você precisa saber sobre astigmatismo

Tudo o que você precisa saber sobre astigmatismo

Astigmatismo é um erro refrativo que afeta a córnea e causa visão embaçada de perto e de longe. Entenda sintomas, causas e tratamentos.
Tudo o que você precisa saber sobre astigmatismo
Publicado em 22 de janeiro de 2026

Índice

O astigmatismo é um erro refrativo que consiste na dificuldade em enxergar com nitidez objetos distantes e também próximos. As distorções na visão estão ligadas diretamente à curvatura da córnea, o tecido transparente que fica na parte da frente do olho.

Assim como outros erros refrativos, essa condição tem forte fator hereditário e pode se desenvolver com o tempo. Apesar disso, também há pacientes que já nascem com a condição. Nesta matéria, veja tudo o que você precisa saber sobre o astigmatismo.

O que é astigmatismo?

O astigmatismo é um erro refrativo que causa distorções na vista, tanto para objetos que estão longe, quanto para os que estão perto. A sua causa está ligada diretamente à curvatura da córnea, que, neste caso, é irregular.

Ilustração detalhada da seção transversal do olho humano mostrando componentes como córnea, íris, pupila, lente, retina, fóvea, nervo óptico, membros para mover o olho e ponto cego, destacando a anatomia ocular para estudo e compreensão.

A figura acima nos ajuda a ter uma ideia de como funciona o astigmatismo. Em um olho cuja córnea é adequada (com a curvatura no ângulo certo), os raios de luz refletidos nos objetos entram e se focam na retina, a membrana que fica no fundo do olho e é responsável pela formação da imagem e seu envio ao cérebro. Isso permite a formação de imagens perfeitas.

Já quando há alguma alteração na curvatura, o caminho dos raios pode sofrer desvios. A partir disso, no astigmatismo, eles têm múltiplos focos, que podem chegar antes e também depois da retina. Assim, não importa se o objeto está longe ou perto, a sua imagem estará distorcida para o paciente.

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Quais são os sintomas?

O principal sintoma do astigmatismo é a visão turva e embaçada, com imagens distorcidas, independente da distância entre os olhos e os objetos.

Porém, há ainda outros, como:

  • Dor de cabeça
  • Vista cansada
  • Tontura

Além disso, alguns pacientes também podem fechar um pouco os olhos para tentar enxergar melhor, forçando a vista.

Especialmente na infância, o astigmatismo pode causar redução de atenção e dificuldade na escola – o que pode ocasionar a queda de notas.

Na imagem abaixo, é possível ter uma ideia de como uma pessoa que tem astigmatismo enxerga.

Imagem comparativa da visão de quem tem astigmatismo com a de quem não tem

Astigmatismo tem cura? Quais são os tratamentos?

Infelizmente, o astigmatismo ainda não tem cura definitiva. Porém, há tratamentos eficazes que visam melhorar a visão do paciente.

Normalmente, pacientes com essa condição têm a recomendação do uso de óculos de grau ou lentes de contato. Na prática, as lentes corrigem o desvio dos raios de luz que chegam aos olhos, fazendo com que os focos se concentrem em um único lugar – a retina.

O acessório não chega a corrigir o problema, mas traz benefícios, já que permite que o paciente enxergue corretamente por resolver a consequência do problema.

Uma alternativa ao uso de óculos é a cirurgia para astigmatismo, ou seja, a cirurgia refrativa. O procedimento busca corrigir o formato irregular da córnea, corrigindo ou melhorando a visão do paciente.

Como funciona a cirurgia para astigmatismo?

Existem dois tipos mais comuns de cirurgia refrativa: a PRK e a LASIK. Ambas funcionam da mesma maneira, basicamente, mas utilizam técnicas diferentes.

Os procedimentos consistem na correção da curvatura da córnea, buscando deixá-la como deveria ser, ou seja, com uma curvatura adequada. Dessa forma, os raios de luz que chegam aos olhos podem focar-se em um único ponto da retina.

Confira esta matéria para saber mais sobre os diferentes tipos de cirurgia refrativa.

Com quantos graus pode fazer cirurgia refrativa?

A resposta para essa questão depende diretamente do caso de cada paciente. Isso porque, além do astigmatismo, outras condições oculares podem influenciar a indicação da cirurgia refrativa pelo oftalmologista, como a espessura da córnea.

Em geral, o grau deve estar estabilizado já há algum tempo para que a cirurgia possa ser feita. Assim, é possível evitar que a doença “volte” após o procedimento, ou seja, que ela ainda evolua depois da correção.

Neste caso, para saber se a cirurgia pode ou não ser feita, é preciso se consultar com um oftalmologista (de preferência especialista em córnea) para ter uma avaliação. Apenas um profissional da área poderá dizer se o procedimento é a melhor indicação para o seu caso.

Qual a diferença entre astigmatismo, miopia e hipermetropia?

Assim como o astigmatismo, a miopia e a hipermetropia também são erros refrativos.

O astigmatismo, como vimos, acontece quando a curvatura da córnea é irregular e ovalada. Esse erro faz com que os raios de luz que chegam aos olhos tenham desvios e não criem apenas um foco na retina, mas vários.

Além disso, os focos também podem não chegar à retina. Tudo isso faz com que a visão do paciente fique confusa e embaçada.

A miopia e a hipermetropia têm relação com o comprimento do olho ou com o quão curva é a córnea. Apesar disso, a córnea costuma ter uma curvatura regular.

Na miopia, o olho do paciente é mais longo que o normal, fazendo com que o foco de luz se forme antes de chegar à retina. No caso, há a dificuldade de enxergar com nitidez objetos distantes.

Na hipermetropia, por sua vez, o olho do paciente é mais curto, fazendo com que o foco de luz se forme após a retina. Assim, há a dificuldade de enxergar com nitidez objetos próximos.

Embora sejam erros refrativos diferentes, os três têm o tratamento em comum: uso de óculos ou de lentes de contato, além da possibilidade de indicação da cirurgia refrativa.

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Quero fazer uma cirurgia refrativa

Fazer a cirurgia refrativa é o desejo de muitos pacientes. Mas para isso, é fundamental ter a indicação de um oftalmologista especialista. Apenas um profissional pode avaliar o seu caso e saber se o procedimento cirúrgico é o melhor tratamento para você.

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Importante!

Esse texto busca sensibilizar os pacientes a buscarem tratamento oftalmológico. Só o médico oftalmologista é capaz de diagnosticar e indicar os tratamentos e/ou cirurgias mais indicadas.
Texto revisado pelo Dr. Mateus Lial Matuoka, CRM 163.329, Título Especialista (RQE) 73.992. Médico oftalmologista graduado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, residência médica e especialização em cirurgia de catarata na Santa Casa de Misericórdia.
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Mariana Ferrão

Jornalista especialista em saúde e bem-estar, Embaixadora Central da Visão