Cirurgia de pterígio: o que você precisa saber

Cirurgia de pterígio: o que você precisa saber

A cirurgia de pterígio é a única forma definitiva de tratar a carne crescida no olho. Saiba como é feita, riscos, recuperação e como realizar com segurança.
Cirurgia de Pterígio: o que você precisa saber
Publicado em 12 de fevereiro de 2026

Índice

A cirurgia de pterígio, também chamada de exérese de pterígio, é o tratamento indicado para remover a chamada “carne crescida” no olho quando ela passa a causar sintomas ou comprometer a visão.

O pterígio é um tecido semelhante à conjuntiva (membrana que cobre a parte branca do olho) que cresce do canto interno do olho, próximo ao nariz, em direção ao centro. Embora seja uma lesão benigna, pode atingir a córnea e comprometer a visão se não for tratado adequadamente.

Nesta matéria, você vai entender quando a cirurgia de pterígio é indicada, como o procedimento é realizado, quais são os riscos, como é a recuperação e onde é possível realizar a cirurgia com condições mais acessíveis.

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Como é feita a cirurgia de pterígio?

De forma geral, a cirurgia de pterígio consiste na retirada da pele crescida do olho, após a aplicação da anestesia.

O procedimento pode ser feito de duas maneiras diferentes:

Cirurgia simples: a cirurgia simples consiste na retirada do pterígio sem cobrir a área afetada, deixando que ela se recupere sozinha com o tempo.

Este não é o tipo de cirurgia mais indicado, já que, com a área afetada desprotegida, é mais fácil ocorrer infecções pós-operatórias. Além disso, a chance da carne crescer novamente é maior – o chamado “pterígio recidivado”.

Cirurgia com transplante de tecido: neste tipo de cirurgia, o pterígio é retirado e a área afetada é coberta por um transplante, que pode ser com conjuntiva ou com membrana amniótica, vinda de uma placenta.

O fato desta membrana possuir qualidades anti-inflamatórias e antibióticas faz com que o olho aceite o transplante sem maiores complicações. Além disso, o transplante, antes feito com pontos, hoje é feito com uma cola específica.

Os dois tipos de cirurgia são feitos com anestesia local com colírio ou gel analgésico. Após o processo cirúrgico, é colocada uma lente de contato terapêutica que serve como curativo, geralmente retirada no dia seguinte.

Há ainda outros tratamentos que não solucionam o problema do pterígio por completo, mas aliviam os sintomas e controlam o crescimento da membrana, quando ainda em estágio inicial.

A aplicação de colírios anti-inflamatórios e artificiais, como as lágrimas artificiais, é indicada para tratar a pele formada e hidratar o olho, evitando que ele fique ressecado e piore a condição do pterígio.

Por que fazer a cirurgia?

A exérese de pterígio é recomendada quando a doença cresce o suficiente para chegar à córnea. Quando isso acontece, a visão do paciente pode ser prejudicada, pois a córnea pode perder parte de sua transparência ou ter sua curvatura alterada.

A córnea é uma membrana que fica antes da íris, cobrindo-a. Por ser transparente, permite que a luz chegue até a íris de forma completa, formando a imagem perfeita da visão.

Quando o pterígio atinge a córnea de modo a cobri-la, ele compromete sua transparência, pois possui vasos sanguíneos, assim como a conjuntiva. Uma vez que a córnea perde sua transparência, a visão fica embaçada.

Por outro lado, ele também pode alterar a curvatura da córnea, causando dificuldade para focalizar objetos de longe e perto – que é o famoso astigmatismo.

Outra situação em que a cirurgia de pterígio é recomendada é quando o paciente sente muito incômodo com os sintomas (muita coceira e irritação ocular), ou pela questão estética. Muitas vezes, a vermelhidão nos olhos chama a atenção de outras pessoas, causando certo desconforto para o paciente.

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Quais são os riscos da cirurgia de pterígio?

O principal risco da cirurgia de pterígio é a volta da doença, que é o pterígio recidivado. O índice de volta é alto, principalmente quando a área afetada não é coberta na cirurgia.

Já quando o procedimento é feito com a técnica de remoção com transplante, as chances de retorno são menores. Na maioria dos casos, a volta acontece nos primeiros 12 meses após a cirurgia, e não se repete após a segunda cirurgia de remoção.

Outros riscos são a perfuração da esclera, a parte branca do olho, e a má cicatrização da córnea. Por essa razão, é importante escolher um cirurgião com experiência em pterígio.

Como é a recuperação da cirurgia?

Importante: se você realizou a cirurgia de pterígio e está com dúvidas ou sentido qualquer tipo de desconforto, entre imediatamente em contato com o médico que fez sua cirurgia. O texto abaixo é apenas um informativo para quem ainda não operou e não substitui as orientações do seu médico oftalmologista.

Cuidados pós-operatórios

O pós-operatório da cirurgia de pterígio geralmente é acompanhado de algum desconforto. Porém, se o paciente sentir dor por determinados momentos, o próprio cirurgião prescreverá analgésicos para o alívio.

Comumente, é utilizado um oclusor (tampão ou tapa olho) no olho operado durante 48 horas, para que não haja riscos de infecções. Ainda, é importante permanecer o máximo de tempo em repouso nos dois primeiros dias, de preferência deitado ou sentado em locais com baixa luminosidade.

Outros cuidados relacionados ao pós-cirúrgico são:

  • Fazer compressas frias sobre a região operada a cada 30 minutos por três dias (exceto durante o sono)
  • Seguir corretamente as orientações médicas sobre as medicações
  • Evitar locais com alto nível de poluição e poeira
  • Não coçar os olhos
  • Durante o banho, não esfregar os olhos e não deixar cair água, sabão ou xampu sobre eles durante uma semana
  • Evitar o contato de qualquer coisa com as pálpebras
  • Proteger absolutamente a região operada de raios solares, ventos e poluição utilizando óculos escuros de boa qualidade, e chapéus ou bonés

Tempo de recuperação

Em geral, a recuperação da cirurgia é breve, permitindo ao paciente voltar à sua rotina de trabalho entre sete e dez dias. É fundamental manter a proteção aos olhos contra sol, vento e poluição por pelo menos um mês.

Durante este tempo, esportes e atividades físicas, inclusive na água, não devem ser praticados, apesar de se poder caminhar após dez dias.

As chances de volta do pterígio depois da cirurgia são altas. Por isso, é ideal seguir todas as recomendações médicas, a fim de reduzir as chances.

Após a cirurgia, o paciente deve ter acompanhamento oftalmológico por um ano.

Pterígio pode cegar?

É difícil uma pessoa ficar cega em razão do pterígio. Todavia, toda atenção é necessária.

Quanto mais avança o pterígio, mais prejuízo ele pode provocar à córnea. No caso, ele pode alterar a curvatura da córnea ou a sua transparência, deixando-a opaca.

A partir disso, o paciente pode desenvolver astigmatismo ou hipermetropia. No caso, o grau vai aumentando, atrapalhando muito a visão. Pode acontecer, ainda, que apenas um olho seja acometido pela carne crescida. Sem o tratamento adequado, apenas um olho terá a dificuldade de visão, com um alto grau.

Já no caso da perda da transparência, a visão pode ficar embaçada. A condição que deixa marcas opacas na córnea e dificulta a visão se chama “leucoma”.

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Onde realizar uma cirurgia de pterígio a preços mais acessíveis?

Para consultar um especialista em pterígio e ter a indicação do tratamento mais recomendado, seja a cirurgia ou não, você pode contar com a Central da Visão. Somos uma empresa que ajuda quem precisa operar ou tratar a visão a encontrar clínicas de excelência a preços mais acessíveis e condições facilitadas de pagamento.

Temos mais de 30 clínicas afiliadas em vários estados brasileiros. Dessa forma, auxiliamos pacientes que ficariam meses na fila do SUS a ter seu diagnóstico e tratamento o quanto antes.

Para saber mais e agendar sua consulta, ligue para 0800-608-2130 ou nos chame no WhatsApp usando o mesmo número.

Importante!

Esse texto busca sensibilizar os pacientes a buscarem tratamento oftalmológico. Só o médico oftalmologista é capaz de diagnosticar e indicar os tratamentos e/ou cirurgias mais indicadas.
Texto revisado pela Dra. Bárbara Nazareth Parize Clemente, CRM SP: 169506, Título Especialista (RQE): 74181. Médica oftalmologista graduada pela Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde / PUC-SP, residência médica no Hospital de Olhos Aparecida, subespecialização pelo Instituto da Visão IPEPO.
Caso seja necessária alguma retificação desse conteúdo, por favor, entre em contato conosco pelo nosso SAC.

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Mariana Ferrão

Jornalista especialista em saúde e bem-estar, Embaixadora Central da Visão