Carne no olho: o que pode ser?

Carne no olho: o que pode ser?

A carne no olho, nome popular do pterígio, é muito comum em regiões litorâneas. Entenda o que é, quais os sintomas e quando pode afetar a visão.
Carne no olho: o que pode ser?
Publicado em 12 de fevereiro de 2026

Índice

Quando aparece uma espécie de carne no olho, o paciente pode se preocupar. De fato, trata-se de uma doença, o pterígio, que oferece riscos à visão.

O pterígio é caracterizado pelo crescimento de um tecido sobre a conjuntiva, que é a membrana transparente que recobre a parte branca do olho (a esclera). Esse tecido cresce lentamente, a partir de um dos cantos do olho em direção ao centro.

O problema está quando a doença chega ao centro do olho e passa a cobrir a córnea. A partir disso, a visão é afetada e pode sofrer prejuízos importantes.

A seguir, saiba mais sobre essa carne no olho e entenda quais são os tratamentos.

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O que é carne no olho?

A carne no olho, isto é, o pterígio, é uma doença muito comum em áreas litorâneas, por conta da alta exposição ao sol e vento. Apesar disso, a doença também pode ser causada por fatores genéticos.

Ele consiste em um tecido que se assemelha a uma membrana ou a uma carninha – daí vem o nome “carne no olho”. Em termos técnicos, trata-se de um espessamento vascularizado da conjuntiva, em forma triangular.

Na maioria das vezes, o pterígio cresce do canto interno do olho (próximo ao nariz) em direção ao centro, mas também pode surgir a partir do canto externo. No caso, a base do triângulo se dá no canto do olho, enquanto a parte mais fina vai para o centro.

Quais os sintomas do pterígio?

Alguns pacientes podem não ter tantos sintomas, chegando a perceber a doença em seu estágio mais avançado.

Porém, os sintomas existem. É comum que haja:

  • coceira;
  • irritação ocular;
  • vermelhidão;
  • lacrimejamento;
  • sensação de areia nos olhos;
  • sensibilidade à luz (fotofobia);
  • ardor.

Além disso, assim como há pacientes que podem não sentir incômodos, alguns podem senti-los de modo mais ou menos intenso.

Carne no olho pode cegar?

Não é comum um paciente ficar cego por causa do pterígio. Porém, a vista pode sofrer sérios danos, prejudicando muito a capacidade de enxergar e a qualidade de vida do paciente.

Quanto mais o pterígio cresce, mais ele avança para o centro do olho. Nesse processo, a carne pode chegar à córnea – e é isso que prejudica a visão.

A córnea funciona como a lente externa do olho. Ela é curva e transparente, permitindo que o paciente enxergue corretamente as imagens. Ambas as características são importantes para a refração, ou seja, quando a luz atravessa o olho e chega à retina, formando a imagem no cérebro.

Ao chegar à córnea, o pterígio interfere tanto na sua curvatura quanto na sua transparência. Sendo assim, o paciente pode ter erros refrativos ou ficar com a visão embaçada.

Normalmente, o paciente acaba desenvolvendo astigmatismo, tendo dificuldade para enxergar tanto de perto e também de longe.

Portanto, para evitar complicações com a visão, o ideal é procurar atendimento oftalmológico o quanto antes.

Qual o tratamento do pterígio?

Felizmente, o pterígio pode ser tratado de duas formas principais, sendo uma mais simples e outra mais complexa.

A primeira forma de tratar a carne no olho é utilizando colírios anti-inflamatórios e lubrificantes.

Esses medicamentos ajudam a aliviar os sintomas do pterígio, especialmente a vermelhidão, ardor, coceira, lacrimejamento e sensação de areia nos olhos.

Antes de usá-los, é fundamental ter indicação médica e seguir as orientações profissionais à risca. O uso inadequado pode piorar a situação ou até gerar outros problemas oculares.

O outro tratamento é a cirurgia de pterígio, conhecida também como exérese de pterígio.

O procedimento costuma ser indicado em estágios mais avançados da doença, quando a carne crescida chega à córnea e começa a prejudicar a visão. Ou, ainda, em casos de desconforto estético.

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Há um tratamento natural para carne no olho?

Não, não é possível curar naturalmente o pterígio. No entanto, é possível recorrer a práticas simples para evitar o surgimento ou a progressão da doença.

A melhor maneira de fazer isso é protegendo os olhos adequadamente.

Raios solares, poluição e vento são fatores de risco do pterígio. Sendo assim, se possível, evite ficar muito tempo em espaços abertos, especialmente se a incidência de luz solar e vento for alta.

Em ambientes assim, use óculos de sol de boa qualidade e chapéus ou bonés que ofereçam uma boa proteção aos olhos.

Especialmente para ciclistas e motociclistas, é fundamental o uso de óculos especiais e viseiras, para que os olhos não recebam tanto vento.

Como é a cirurgia de pterígio?

A cirurgia de pterígio consiste na retirada da carne crescida. Ela pode ser feita com ou sem um transplante de tecido.

Na cirurgia simples, sem o transplante, o paciente recebe a anestesia tópica (em forma de colírio) e o cirurgião remove a carne sem cobrir a área afetada.

Já na cirurgia com transplante, o paciente recebe a anestesia da mesma forma, o cirurgião remove o pterígio e cobre a área afetada com um transplante de conjuntiva. Em alguns casos, o transplante também pode ser de membrana amniótica.

Após a conclusão da cirurgia, independente da técnica utilizada, o paciente recebe uma lente de contato terapêutica, que é retirada no dia seguinte, na maioria dos casos.

A cirurgia com transplante costuma ser a mais indicada, pois reduz significativamente as chances de o pterígio voltar após o procedimento.

Quando a área afetada fica desprotegida, ela fica mais sensível e suscetível a infecções pós-operatórias. Nesse caso, o risco de recorrência é maior que em casos quando a área é coberta.

Já quando a área é coberta, esse índice é bem reduzido.

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Onde fazer a cirurgia?

Para fazer a cirurgia de pterígio e remover a carne no olho, é necessário ter indicação médica. O primeiro passo é passar por uma consulta com um oftalmologista, que avaliará o seu caso e dirá se a cirurgia é o melhor tratamento.

Tanto as consultas quanto a cirurgia podem ser feitas em clínicas credenciadas de planos de saúde ou pelo SUS. Porém, no caso do atendimento na rede pública, além do tempo de espera normalmente ser maior (devido à alta demanda), a cirurgia também pode não ser feita no estágio desejado.

Normalmente, o SUS não cobre procedimentos com fins estéticos. Ainda que o pterígio seja algo que realmente atrapalha a visão, isso só acontece quando a carne crescida chega até a córnea. Nos estágios iniciais, a cirurgia pode ser considerada estética.

Uma alternativa é fazer sua consulta e cirurgia com a ajuda da Central da Visão! Somos uma empresa que ajuda quem precisa operar ou tratar a visão a encontrar clínicas de excelência a preços mais acessíveis e condições facilitadas de pagamento.

Temos mais de 50 clínicas afiliadas em vários estados brasileiros. Dessa forma, auxiliamos pacientes que ficariam meses na fila do SUS a ter seu diagnóstico e tratamento o quanto antes.

Para saber mais e agendar sua consulta, ligue para 0800-608-2130 ou nos chame no WhatsApp usando o mesmo número.

Importante!

Esse texto busca sensibilizar os pacientes a buscarem tratamento oftalmológico. Só o médico oftalmologista é capaz de diagnosticar e indicar os tratamentos e/ou cirurgias mais indicadas.
Texto revisado pelo Dr. Mateus Lial Matuoka, CRM 163.329, Título Especialista (RQE) 73.992. Médico oftalmologista graduado pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, residência médica e especialização em cirurgia de catarata na Santa Casa de Misericórdia.
Caso seja necessária alguma retificação desse conteúdo, por favor, entre em contato conosco pelo nosso SAC.

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Mariana Ferrão

Jornalista especialista em saúde e bem-estar, Embaixadora Central da Visão