Guia da cirurgia de catarata: etapas, recuperação e dúvidas

Guia da cirurgia de catarata: etapas, recuperação e dúvidas

Entenda em detalhes como funciona a cirurgia de catarata, suas etapas, recuperação, tipos de lente e cuidados antes e depois do procedimento.
Cirurgia de catarata: tudo o que você precisa saber
Publicado em 8 de janeiro de 2026

Índice

A cirurgia de catarata é a única solução eficaz que pode devolver a visão ao paciente com catarata. A lesão atinge principalmente o público idoso, mas também pode ser encontrada em pessoas mais jovens e abaixo dos 50 anos de idade.

A catarata consiste na opacidade do cristalino, lente natural dos olhos, responsável pela chegada de luz na retina e formação da imagem. No início, pode apresentar-se como um incômodo ou dificuldade leve de enxergar detalhes, cores ou formatos. No entanto, com o passar do tempo, a condição tende a piorar, podendo chegar ao estágio de cegueira.

A cegueira causada pela catarata não é permanente, podendo ser revertida com a cirurgia, onde é feita a substituição do cristalino por uma lente artificial intraocular (LIO). Dessa forma, o paciente pode voltar a enxergar normalmente em pouco tempo.

Criamos este guia completo para quem quer entender em detalhes como funciona a cirurgia de catarata, seus tipos, etapas, recuperação e cuidados. Continue a leitura para se preparar melhor antes de decidir pela cirurgia!

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Como funciona a cirurgia de catarata?

A cirurgia de catarata é considerada simples, de baixo risco, rápida e indolor. Basicamente, o procedimento consiste na retirada do cristalino afetado pela catarata e na sua substituição por uma lente artificial intraocular (LIO).

Antes do processo cirúrgico, o paciente recebe anestesia local, aplicada em forma de colírio. A depender da situação, a aplicação de um sedativo leve também pode ser possível.

Para que o cristalino opaco seja retirado, o cirurgião realiza um pequeno corte no globo ocular operado, com cerca de 2,75mm. Assim, todo o procedimento é realizado e o paciente pode receber alta minutos após a cirurgia.

Apesar da operação envolver um corte, ele não precisa de suturas, já que é autosselante.

A cirurgia de catarata pode ser realizada utilizando duas técnicas diferentes: a facoemulsificação e a cirurgia a laser.

O que é facoemulsificação?

A facoemulsificação é a técnica de cirurgia de catarata mais utilizada pelos cirurgiões, por se tratar de um procedimento seguro, prático, de baixo risco e indolor.

A cirurgia utiliza uma espécie de cânula ligada a um aparelho ultrassônico. O profissional insere essa cânula no globo ocular através de um pequeno corte, e o instrumento dilui o cristalino e o aspira para fora.

Em seguida, outra cânula retorna ao globo ocular, desta vez para implantar a nova lente que ficará no lugar do cristalino. Essa lente pode variar de acordo com o caso de cada paciente, pois existem modelos que, além da catarata, também corrigem outros problemas, como miopia e hipermetropia, por exemplo.

Como funciona a cirurgia de catarata a laser?

A cirurgia de catarata a laser é um procedimento um pouco mais moderno do que a facoemulsificação e, por isso, costuma custar mais caro.

A diferença entre os dois procedimentos está na forma de incisão. Enquanto na facoemulsificação o corte é feito com o auxílio de um bisturi, na cirurgia a laser, o próprio laser é o responsável pelo corte, o que pode oferecer mais precisão.

Após a realização da incisão, ambos os procedimentos são parecidos, pois é feita a retirada do cristalino e a inserção da nova lente intraocular.

Vale saber que cirurgiões experientes não dependem do laser para que o corte seja feito com precisão na técnica da facoemulsificação.

Quanto tempo demora uma cirurgia de catarata?

A cirurgia de catarata é considerada rápida. Ao chegar no centro cirúrgico, o paciente é encaminhado a uma sala pré-operatória, onde recebe orientações e o colírio anestésico. Dependendo do paciente, ele também pode receber uma leve sedação na veia.

Feito esse preparo, ele vai para a sala cirúrgica. O procedimento cirúrgico costuma durar poucos minutos – entre 15 e 20, aproximadamente. Ao final da cirurgia, o paciente é encaminhado para uma sala de recuperação.

Quais são os tipos de lente para a cirurgia de catarata?

As lentes utilizadas no procedimento de retirada da catarata são flexíveis, o que permite que elas sejam inseridas dobradas no globo ocular, sem exigir uma abertura maior (como acontecia antes).

Elas estão disponíveis em diferentes modelos. Entre eles estão:

  • Monofocal tórica: indicada para pacientes com grau médio ou alto de astigmatismo, pois possui a curvatura calculada para corrigir a visão para longe. No entanto, não elimina as chances de o paciente precisar usar óculos para corrigir a visão para perto;
  • Monofocal não-tórica: é indicada para pacientes que possuem astigmatismo com até 1 grau, uma vez que pode ser utilizada para corrigir casos de graus baixos de miopia ou hipermetropia com até 6 graus. Também não elimina as possibilidades de o paciente necessitar de óculos para perto;
  • Multifocal tórica: por possuírem pontos de foco para longe e para perto, essas lentes são as mais indicadas aos pacientes que desejam corrigir ambos os problemas de uma vez só. Essas lentes diminuem em 90% as chances de o paciente depender de óculos após a cirurgia;
  • Multifocal não-tórica: também indicadas para pacientes que desejam corrigir sua visão para longe e para perto, as lentes multifocais não-tóricas devem ser usadas por pacientes que possuem grau baixo de astigmatismo, pois não têm curvatura calculada para corrigir este problema de visão;
  • Multifocal acomodativa: este tipo de lente procura imitar a fisiologia e anatomia natural do cristalino, simulando o movimento da sua acomodação. Neste caso, o músculo ciliar (uma das estruturas do olho) movimenta a lente, permitindo que ela se adapte na focalização para longe e também para perto.

Como é o pós-operatório e recuperação da cirurgia?

Os cuidados pós-operatórios envolvem os medicamentos prescritos pelo médico oftalmologista. Normalmente, são colírios antibióticos e anti-inflamatórios, porém, a lista pode ser diferente de acordo com o caso do paciente.

Durante as primeiras 24 a 48 horas após o procedimento, o comum que o paciente tenha que usar um tampão ocular, que protege a área operada e ajuda a evitar infeções e possíveis complicações.

Além disso, o repouso após a cirurgia de catarata também é indicado; os médicos geralmente recomendam que o operado não realize esforços físicos enquanto estiver no período de recuperação. E para que a visão descanse e se adapte à mudança, o uso excessivo de telas luminosas deve ser evitado.

É importante que o paciente não utilize cosméticos como maquiagem, cremes e protetor solar por 10 dias, aproximadamente, e evite praia e piscina por cerca de 30 dias.

Outros cuidados implicam não esfregar ou apertar os olhos, dormir do lado oposto ao olho operado, usar óculos ou proteção ocular afastando o contato com vento e poeira, e sempre higienizar bem as mãos.

O tempo de recuperação costuma levar de 15 a 30 dias, podendo variar, de acordo com o paciente. Neste caso, é fundamental que sejam consideradas e levadas à risca todas as informações passadas pelo oftalmologista cirurgião, a fim de evitar complicações.

Sintomas após cirurgia de catarata

Depois de passar pela cirurgia de catarata, o paciente pode apresentar alguns sintomas comuns. O principal deles é a visão turva, que pode ocorrer também em outras cirurgias oftalmológicas.

É possível sentir:

  • Ressecamento ocular / olho seco;
  • Lacrimejamento;
  • Sensação de corpo estranho no olho;
  • Visão de clarões, halos, listras luminosas ou flashes de luz;
  • Sensibilidade à luz;
  • Vermelhidão no olho;
  • Inchaço nas pálpebras.

É válido relembrar que esses sintomas são comuns, e acontecem por causa da intervenção cirúrgica e cicatrização. Eles costumam durar por uma semana, aproximadamente.

Caso persistam e gerem um incômodo além do normal, não deixe de conversar com o seu oftalmologista para receber as orientações adequadas.

Além disso, um tempo depois da cirurgia, o paciente ainda pode se queixar de visão embaçada, mesmo depois de já ter se passado um bom tempo do procedimento.

Nesse caso, o que pode ter acontecido é a opacificação da cápsula posterior, que é a estrutura ocular que abriga o cristalino. Assim, o oftalmologista pode indicar a capsulotomia, um procedimento não cirúrgico que quebra a cápsula posterior, eliminando o embaçamento da visão.

Quais são os benefícios da cirurgia de catarata?

O benefício principal da cirurgia de catarata é a volta da visão, que acaba gerando outras vantagens.

Ao voltar a enxergar com clareza, o paciente recupera sua qualidade de vida. Já não é mais preciso auxílio em algumas tarefas do cotidiano, assim como ele pode ter de volta sua independência e realizar outras coisas sozinho.

Há pacientes, inclusive, que ficam depressivos pela perda gradativa da visão. Ao recuperá-la, eles também podem ter de volta a vontade de sair, de fazer atividades rotineiras, e até mesmo de viver.

Por fim, a volta da visão proporcionada pela cirurgia de catarata também influencia no número de quedas e outros acidentes provocados e sofridos pelo paciente, refletindo, mais uma vez, na sua qualidade de vida.

Quais são os riscos da cirurgia de catarata?

Apesar de ser considerada uma cirurgia segura, o procedimento de retirada da catarata também possui riscos e complicações eventuais, assim como qualquer outro procedimento cirúrgico.

Entre as principais complicações da cirurgia de catarata estão:

  • Sangramento dentro e fora do olho;
  • Inchaço e perda de fluidos dos olhos;
  • Infecção no olho;
  • Descolamento de retina, que é a camada na parte de trás do olho.

Vale saber que esses riscos podem ser eliminados com a boa escolha da clínica e ou cirurgião. Por isso, é fundamental estudar bem as opções disponíveis.

Quais são os riscos de não operar catarata?

Embora a cirurgia de catarata apresente alguns riscos, a decisão de não operar e manter a visão comprometida pode não ser a melhor opção. Afinal, ter dificuldades para enxergar ou até mesmo perder essa capacidade gera outras consequências. Veja abaixo quais situações desagradáveis podem acontecer.

  • Perda de visão: a catarata é uma doença progressiva. Quando não há o tratamento correto da doença, ela pode evoluir até chegar ao estágio de perda de visão reversível;
  • Dificuldade na realização de tarefas de rotina: com a dificuldade de enxergar, diversas atividades acabam sendo prejudicadas, principalmente as de rotina. Isso porque mesmo as tarefas simples, para um paciente com catarata, podem se tornar muito complexas;
  • Risco de sofrer e causar acidentes: a baixa visão diminui nossa percepção de espaço e, com isso, diversos acidentes ficam mais propensos a acontecer. Não é incomum os pacientes com catarata relatarem casos de acidentes como quedas, cortes, entre outros;
  • Perda de liberdade, sensação de inutilidade e depressão: a capacidade visual reduzida reflete na perda da liberdade e no aumento da dependência até para atividades mais simples. Essa mudança brusca de estilo de vida pode contribuir para que o paciente se sinta deprimido ou como um peso para a família e amigos;
  • Dificuldade no diagnóstico de outras doenças oftalmológicas: a catarata pode facilmente esconder outros problemas oftalmológicos. É comum encontrar pessoas que optaram pela cirurgia e somente durante o procedimento descobriram que, além da catarata, sofriam com outros problemas oftalmológicos.

Quando operar a catarata nos olhos?

Não há um tempo predeterminado para se operar a catarata nos olhos. No entanto, é comum que a indicação médica aconteça quando a doença começa a atrapalhar o paciente, mesmo que pouco.

A catarata é uma doença progressiva e faz com que a visão fique embaçada, podendo atrapalhar a vista do paciente, assim como a sua qualidade de vida.

No início, ela não causa tanto desconforto, porém, com o tempo, a dificuldade em enxergar aumenta. Nos estágios mais avançados, a visão do paciente fica muito comprometida, podendo chegar até à cegueira.

Por isso, aos primeiros sinais, é fundamental procurar um oftalmologista, para que ele avalie a situação e faça a indicação do procedimento cirúrgico do tempo adequado.

Quanto custa uma cirurgia de catarata?

Os custos de uma cirurgia de catarata envolvem a consulta pré-operatória, os exames solicitados – tanto oftalmológicos quanto clínicos, se requeridos -, a cirurgia em si, as consultas pós-operatórias e os medicamentos envolvidos na recuperação.

Sendo assim, o valor total vai depender de vários fatores: a região geográfica, a clínica escolhida, o médico cirurgião, a técnica recomendada, os exames realizados e os medicamentos prescritos.

Quais são os tipos de catarata?

Os tipos de catarata são divididos de acordo com a causa da doença. Dentre eles, o principal é a catarata senil, que é causada pela idade. Saiba mais abaixo sobre os tipos de catarata.

Catarata senil

É o tipo mais comum da doença. Costuma se manifestar em pessoas acima de 50 anos de idade e a sua principal causa é o envelhecimento.

Catarata traumática

A catarata traumática ocorre por conta de traumas ou acidentes oculares, ou ainda de tratamentos com radiação. Normalmente, este tipo da doença se manifesta em apenas um dos olhos.

Catarata diabética

A diabetes também pode ser uma das causas da catarata, fazendo com que os diabéticos tenham maiores chances de terem a lesão ocular. Neste caso, a condição se manifesta de forma precoce – antes dos 50 anos – e provoca a perda da visão de maneira mais acelerada do que no tipo mais comum da doença.

Catarata medicamentosa

O uso excessivo de medicamentos também pode causar a catarata, especialmente quando usados por longos períodos. Alguns dos principais remédios que contribuem para o aparecimento da doença são corticoides, antibióticos, antidepressivos, e remédios para acne e para pressão alta.

Catarata congênita

Por fim, a catarata congênita vem de problemas genéticos e/ou de doenças que a mãe passa para o feto, principalmente durante os três primeiros meses da gestação, que é o período mais sensível da gravidez. Normalmente, ela pode surgir entre os 6 e 12 meses de idade.

Quais são os sintomas da catarata?

Manifestando-se de forma gradativa, a catarata pode apresentar-se, no início, apenas como um incômodo ou dificuldade de visão, facilmente confundida com doenças como miopia e astigmatismo, por exemplo.

Porém, esses sintomas tendem a se agravar com o passar do tempo. Por isso, é de suma importância manter consultas regulares com um oftalmologista de confiança, para acompanhar a sua saúde visual e, no menor sinal da catarata, buscar o tratamento adequado. Os principais sintomas da catarata são:

  • Dificuldade na visão de formas e contornos de objetos e paisagens;
  • Sensação de opacidade na visão, como se olhasse através de um vidro sujo constantemente;
  • Visão dupla;
  • Sensação de visão com brilho do sol ou de lâmpadas;
  • Mudança na visão das cores.

Como prevenir a catarata?

Infelizmente, não existe uma forma de prevenir a catarata. No entanto, o diagnóstico precoce pode devolver rapidamente a qualidade de vida ao paciente.

Isso porque quanto antes for identificada a catarata, mais rápida pode ser a realização da cirurgia e o retorno à vida normal. Por essa razão é tão importante manter consultas periódicas ao oftalmologista.

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Como descobrir se eu tenho catarata?

Para descobrir se você possui catarata, é importante se consultar com um oftalmologista de confiança. Ele fará exames e testes para ter o real diagnóstico da doença.

Sendo assim, você pode buscar o processo cirúrgico nas clínicas credenciadas no seu plano de saúde, em clínicas particulares ou no SUS, o Sistema Único de Saúde.

Clínicas particulares podem cobrar valores não tão acessíveis, enquanto a fila do SUS pode levar um bom tempo, o que acaba comprometendo ainda mais a visão do paciente.

Em casos como esses, você pode contar com a Central da Visão. Conosco, é possível encontrar clínicas com mais de 20 anos de experiência em vários estados do Brasil, e o melhor: a preços acessíveis.

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Temos mais de 50 clínicas afiliadas em vários estados brasileiros. Dessa forma, auxiliamos pacientes que ficariam meses na fila do SUS a ter seu diagnóstico e tratamento o quanto antes.

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Importante!

Esse texto busca sensibilizar os pacientes a buscarem tratamento oftalmológico. Só o médico oftalmologista é capaz de diagnosticar e indicar os tratamentos e/ou cirurgias mais indicadas.
Texto revisado pela Dra. Bárbara Nazareth Parize Clemente, CRM SP: 169506, Título Especialista (RQE): 74181. Médica oftalmologista graduada pela Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde / PUC-SP, residência médica no Hospital de Olhos Aparecida, subespecialização pelo Instituto da Visão IPEPO.
Caso seja necessária alguma retificação desse conteúdo, por favor, entre em contato conosco pelo nosso SAC.

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Mariana Ferrão

Jornalista especialista em saúde e bem-estar, Embaixadora Central da Visão