A cirurgia refrativa é o procedimento que corrige os erros de refração, como miopia, hipermetropia e astigmatismo. Na maioria dos casos, são esses erros que causam a dificuldade para enxergar, seja para perto ou para longe.
Uma grande parcela da população brasileira possui algum tipo de deficiência ocular. De acordo com dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), cerca de 50 milhões de brasileiros possuem algum problema de visão.
Apesar disso, alguns distúrbios ainda podem ser corrigidos facilmente, não trazendo tantos prejuízos à qualidade de vida da paciente. Erros refrativos são exemplos de condições que podem ser corrigidas com óculos ou lentes de contato, ou por cirurgia.
A seguir, saiba tudo sobre a cirurgia refrativa e entenda como a Central da Visão pode te ajudar a fazer a sua cirurgia.
O que é a cirurgia refrativa?
A cirurgia refrativa é um procedimento feito para corrigir a refração dos olhos. Em outras palavras, ela busca corrigir os problemas na visão causados pela miopia, hipermetropia e astigmatismo.
Em um olho normal, com curvatura correta, os raios de luz atravessam sua superfície e chegam até a retina adequadamente. Isso permite que a imagem formada seja nítida e clara.
Já quando há um erro de refração, a curvatura da córnea é irregular, fazendo com que a luz não foque direito na retina. A partir disso, a imagem formada não será nítida.
Enquanto os óculos e lentes de contato corrigem o problema externamente, a cirurgia corrige a raiz do problema. Ela modifica a curvatura da córnea, permitindo que haja um foco adequado na retina quando os raios de luz passam pelos olhos.
Como a cirurgia é feita?
A cirurgia refrativa pode ser realizada de diferentes formas, usando diferentes técnicas. Duas das três técnicas principais utilizam disparos de laser que, ao entrarem em contato com a córnea, alteram o seu formato, de modo a corrigir ou reduzir o erro refrativo.
Cada técnica possui suas particularidades, o que faz com que a indicação de cada uma delas seja diferente.
Técnica PRK
A PRK é um dos tipos da cirurgia refrativa que é feito com laser. Nela, o cirurgião oftalmologista faz a raspagem de uma parte da camada externa da córnea, chamada tecido epitelial. Feito isso, o laser atinge a córnea e altera sua curvatura.
Em seguida, o paciente recebe uma lente de contato terapêutica, que deve permanecer entre três e cinco dias, de acordo com a recomendação médica, enquanto o epitélio se regenera.
Antes da cirurgia, o paciente recebe um colírio anestésico, para não sentir dor durante o procedimento. Dependendo da avaliação médica, a anestesia pode ser associada à sedação intravenosa, mantendo o paciente mais tranquilo e menos agitado ou nervoso.
A cirurgia refrativa PRK pode ser convencional ou personalizada. A convencional corrige o problema da maioria dos pacientes, enquanto a personalizada é indicada para aqueles que apresentam deformidades graves na córnea.
Técnica LASIK
A LASIK é outra técnica da cirurgia refrativa a laser. Nela, o cirurgião faz um corte milimétrico na camada superficial da córnea e levanta a parte destacada, chamada lamela ou flap – semelhante a uma “tampinha de laranja”. Com o flap levantado, o laser é aplicado na córnea e faz a correção necessária.
Finalizando o procedimento, o flap é reposicionado em seu lugar, cobrindo novamente a área que recebeu laser. O paciente pode ou não ter que utilizar uma lente de contato terapêutica, a depender da avaliação médica.
A aplicação da anestesia ocorre da mesma forma que na PRK: em forma de colírio, podendo ser associada à sedação intravenosa. Além disso, a cirurgia refrativa LASIK também pode ser convencional ou personalizada. A convencional é indicada, normalmente, para grande parte dos pacientes, enquanto a personalizada é mais indicada para pacientes com deformidades mais graves na córnea.
Técnica implante de lente intraocular fácica
Diferente das demais técnicas, o implante de lente intraocular não utiliza laser, e também não altera o formato da córnea do paciente.
Nessa técnica, o erro refrativo é corrigido ou reduzido por meio do implante de uma lente intraocular fácica, que fica entre a íris e o cristalino (íris é a parte colorida do olho e o cristalino é a lente interna, a que é removida na cirurgia de catarata).
Vale destacar que a lente usada nesse tipo de cirurgia refrativa é diferente da lente intraocular usada na cirurgia de catarata.
Inicialmente, o paciente recebe anestesia tópica em forma de colírio, e também pode receber leve sedação, assim como nas técnicas anteriores. O cirurgião realiza uma incisão milimétrica na borda da córnea, por onde ele insere a dobrada – que se expande depois, sendo fixadas à íris pelas alças.
Diferente da PRK e da LASIK, o implante de lente intraocular é reversível, isto é, a lente pode ser removida ou trocada se for necessário.
Quanto tempo dura a cirurgia refrativa?
A cirurgia refrativa dura cerca de 10 minutos em cada olho. No entanto, considere também o tempo de preparação e o tempo de repouso após a cirurgia.
Antes da operação, o paciente recebe anestesia local em forma de colírio. Em alguns casos, também pode haver uma leve sedação. No entanto, isso depende de cada paciente.
Após a cirurgia, o paciente é transferido para uma sala de recuperação. Em caso de leve sedação, ele pode ficar na sala por mais tempo.
Assim, o médico passa as orientações finais sobre o pós-operatório e, estando tudo certo, libera o paciente.
Como é o pré-operatório?
Para realizar a cirurgia refrativa, é necessário que o paciente faça uma consulta médica com o oftalmologista e realize alguns exames específicos. Só assim o profissional poderá identificar as necessidades da sua visão.
Dentre os exames, estão o exame de retina, da espessura das córneas oculares, da pressão do olho e a dilatação das pupilas.
Além da realização dos exames, os cuidados pré-operatórios envolvem a suspensão do uso de lentes de contato gelatinosas de 7 a 15 dias antes do procedimento. Maquiagem, cremes e cosméticos também devem ser evitados.
Nesse período, é importante que o paciente siga as recomendações médicas do oftalmologista. Isso é importante tanto para que não haja nenhum impedimento no momento de fazer a cirurgia, quanto para que os resultados sejam satisfatórios.
A cirurgia refrativa tem riscos?
Apesar de apresentar baixos índices de complicações, a cirurgia de miopia ainda pode oferecer riscos ao paciente.
Um deles é a córnea não ser remodelada da forma adequada, fazendo com que o paciente tenha que fazer uma nova cirurgia para a devida correção do seu grau.
Além disso, o operado também pode ter olho seco, desconforto, sensação de corpo estranho, vermelhidão e dificuldade na cicatrização, o que aumenta o tempo da recuperação, opacidade da córnea e aparecimento de halos (anéis ao redor de luzes).
Os riscos mais graves são a infecção corneana, que pode deixar sequelas na visão do paciente, e o aumento transitório da pressão intraocular decorrente da medicação pós-operatória.
Como é a recuperação e quais são os cuidados pós-operatórios?
A recuperação da cirurgia refrativa é diferente para cada paciente, e também varia de acordo com a técnica da operação.
Na cirurgia PRK, o paciente perde parte da superfície externa da córnea na raspagem que inicia o procedimento. Isso faz com que a recuperação seja, na maior parte das vezes, mais lenta e dolorida do que a da cirurgia LASIK.
Alguns sintomas comuns são a sensação de corpo estranho, ardor e lacrimejamento, assim como a vista embaçada nas primeiras horas após a cirurgia. No entanto, normalmente os oftalmologistas prescrevem colírios para o alívio dos sintomas.
É preciso, ainda, seguir alguns cuidados essenciais. É indicado não passar muitas horas na frente do computador nos primeiros dias, assim como evitar o uso de maquiagem e cosméticos na região dos olhos.
O paciente não deve fumar ou ficar exposto a fumaças em geral. Também não deve esfregar os olhos e deve ficar longe de banho de piscina ou mar. Ao mesmo tempo, é fundamental garantir uma proteção maior aos olhos.
A recuperação total da visão acontece cerca de três meses depois da cirurgia, mas a estabilização da visão do paciente pode ocorrer antes.
Em alguns casos, o paciente deverá usar lentes de contato terapêuticas e colírios para que os olhos se recuperem bem.
Quem pode realizar essa cirurgia?
De forma geral, a cirurgia refrativa é indicada para pacientes que já tenham 21 anos completos, e que tenham o grau ocular estabilizado há, pelo menos, um ano.
A contraindicação pode ocorrer para portadores de diabetes, problemas de artrite ou outras doenças que afetam a visão.
Contudo, para saber se você realmente faz parte do grupo que pode ou não operar e corrigir cirurgicamente o erro refrativo, consulte um médico oftalmologista.
Qual o valor de uma cirurgia refrativa?
O valor da cirurgia refrativa é composto por diversos fatores, como a consulta pré-operatória, exames oftalmológicos, a cirurgia e consultas pós-operatórias. Também é preciso considerar eventuais exames clínicos, a sala cirúrgica, a equipe médica e os materiais necessários.
Dessa forma, o preço total da cirurgia depende do profissional cirurgião, da clínica escolhida, da região da clínica, e da técnica recomendada.
Como vimos, a cirurgia refrativa pode ser normal ou personalizada. A personalizada costuma ter um valor maior, já que o laser tem qualidades específicas para o paciente que será operado.
Sabendo disso, ao ter mais de um orçamento em mãos, faça a comparação com atenção. Veja se todos os custos envolvidos realmente constam na relação de valores, a fim de evitar surpresas.
Se você busca uma clínica particular, faça isso. Já se tem convênio médico, saiba que alguns planos de saúde oferecem a cobertura do procedimento na rede credenciada. Se esse for o seu caso, entre em contato com o seu convênio médico e peça informações.
Onde fazer a cirurgia refrativa?
Para fazer a cirurgia refrativa, é necessário ter indicação médica. Apenas um especialista oftalmologista pode avaliar o seu caso e recomendar ou não o procedimento.
É possível realizar a cirurgia em clínicas credenciadas de planos de saúde, ou, ainda, pelo sistema de saúde pública, o SUS. No entanto, para isso, é preciso seguir uma série de requisitos, como um grau mínimo.
Uma alternativa é fazer em uma clínica particular. E, para ter preços muito mais acessíveis e condições facilitadas de pagamento, conte com a Central da Visão. Somos uma empresa que ajuda quem precisa operar a visão a encontrar uma clínica segura e com boas condições de pagamento.
Temos mais de 30 clínicas afiliadas em vários estados brasileiros. Dessa forma, auxiliamos pacientes que ficariam meses na fila do SUS a ter seu diagnóstico e tratamento o quanto antes.
Para saber mais e agendar sua consulta, ligue para 0800-608-2130 ou nos chame no WhatsApp usando o mesmo número.
Dúvidas frequentes
Quem faz cirurgia refrativa para de usar óculos?
Nem sempre. A cirurgia refrativa tem como objetivo reduzir o erro refrativo e a dependência de óculos ou lentes de contato, mas nem todos os pacientes deixam de usá-los completamente após o procedimento.
Qual é a melhor técnica para cirurgia refrativa?
A melhor opção depende diretamente do caso de cada paciente. Ter córneas mais finas normalmente resulta na indicação da PRK, enquanto córneas com espessura maior permitem a criação do flap, possibilitando a indicação da LASIK. O implante da lente intraocular fácica, por sua vez, pode ser indicado para pacientes que têm a córnea ainda mais fina, graus altos de miopia, hipermetropia e astigmatismo.
A cirurgia refrativa dói?
Não, a cirurgia refrativa não dói, pois o paciente recebe anestesia tópica em forma de colírio. Em alguns casos, também pode ser aplicada sedação intravenosa, que ajuda o paciente a ficar mais tranquilo durante o procedimento.
Existe limite de grau para operar?
Sim. De forma geral, a cirurgia refrativa a laser pode corrigir miopia de até cerca de −10 graus, hipermetropia de até +6 graus e astigmatismo de até 5 graus, dependendo da técnica utilizada e das condições da córnea. De qualquer modo, a cirurgia só pode ser indicada após avaliação individual.
O grau pode voltar após a cirurgia?
O grau corrigido pela cirurgia refrativa não volta. Porém, ainda podem ocorrer pequenas variações na visão com o tempo, ou até sobrar um grau residual. Dependendo da avaliação, o cirurgião pode indicar um retoque (uma nova cirurgia).
Importante!
Esse texto busca sensibilizar os pacientes a buscarem tratamento oftalmológico. Só o médico oftalmologista é capaz de diagnosticar e indicar os tratamentos e/ou cirurgias mais indicadas.
Texto revisado pela Dra. Bárbara Nazareth Parize Clemente, CRM SP: 169506, Título Especialista (RQE): 74181. Médica oftalmologista graduada pela Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde / PUC-SP, residência médica no Hospital de Olhos Aparecida, subespecialização pelo Instituto da Visão IPEPO.
Caso seja necessária alguma retificação desse conteúdo, por favor, entre em contato conosco pelo nosso SAC.





